A dupla da KTM fez nessa quinta-feira seu treino de reconhecimento antes do rali mais duro do planeta, em um areal próximo ao aeroporto de Ezeiza, nos arredores de Buenos Aires. O local foi escolhido pela abundância do solo tipo “fech-fech”, uma areia tão fina que é conhecida no Brasil no meio do rali como “talco”.
Boa parte do percurso do Dakar no noroeste da Argentina é feita sobre o fech-fech, uma superfície altamente traiçoeira – além de levantar nuvens de poeira dignas de uma bomba atômica, acabando completamente com a visibilidade, o fech-fech esconde irregularidades, frequentemente causando tombos e atolamentos.
“Este local é perfeito para treinar antes do Dakar”, diz Coma, que corre em parceira com o também espanhol Juan Pedrero no time Red Bull/MRW/KTM.
“Minha estratégia para vencer este ano é a de sempre: pensar apenas na minha corrida, evitando problemas e acidentes. Vai ser um rali muito duro e muito aberto, devido às novas regras na categoria Motos”.
Em 2011, pilotos profissionais estão restritos a motos de no máximo 450 cilindradas, enquanto amadores podem usar motos com motores maiores. Tantas disputas pela vitória entre Despres e Coma geraram uma saudável rivalidade entre o francês e o espanhol. Mesmo tendo uma vitória a mais que o rival, Despres carrega o número 2 em sua moto – o espanhol leva o 1.
“Não pedi o número 1, isso é uma decisão da equipe”, desconversa Coma.
Durante os treinos no areal, por exemplo, os boxes de cada um estavam separados por uns bons 200m.
“Eles tem os segredos deles e nós temos os nossos”, brinca Cyril, que tem como parceiro na Red Bull KTM o português Ruben Faria – pilotos de ponta como Despres e Coma têm como companheiros os chamados “mochileiros”, que carregam mais equipamento de modo a aliviar o peso do companheiro.
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